sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Gripe de porcos

Infelizmente temos acompanhado a evolução da pandemia da tão temida gripe suína.
Mortes estão acontecendo, pessoas estão sendo contaminadas, o vírus se alastrando... E a pergunta que todos nós fazemos é quando isso deve acabar?
Ao certo ninguém sabe, o que posso adiantar, é que como toda pandemia, existe um início, um meio e o um fim.
Eu, particularmente não acredito que chegamos ao ápice dessa pandemia.
Mas acho que talvez, tenhamos chegado ao mais alto pico de esquecimento.
É só a gripe que mata?
Pessoas não morrem de fome todos os dias?
Sabiam que a deficiência imunológica que mais afeta as pessoas é a causada por desnutrição?
Não se ouve mais ninguém falar sobre Hepatite, dengue, meningite, herpes... Enfim, poderia fazer uma lista com várias doenças causadas por vírus.
Mas agora o foco é essa tão famosa gripe de porcos, importada.
Costumamos nos preocupar com aquilo que a mídia expõe, esquecemos do que não é mais divulgado, como se não fosse mais ocorrer.
Segundo dados do ministério da saúde, mais de 2,4 MILHÕES de pessoas no país estão contaminadas com o vírus da Hepatite C e 40% dessas pessoas vão morrer antes mesmo de conseguir um transplante de órgão. Quarenta por cento corresponde a 960.000 pessoas morrendo de hepatite e muitas delas sem saber, ao menos, como contraiu a doença!
E mesmo assim, as pessoas insistem em usar máscaras de proteção com a falsa idéia de que isso vai livrá-las de algum contagio. A máscara é apenas um paliativo pra quem já possui a doença não sair por aí “distribuindo” o vírus. Alias, pra quem não tem a doença usar a mascara pode piorar ainda mais a situação, ela cria uma barreira úmida entre o tecido e o rosto, um ambiente, digamos, no mínimo agradável pro H1N1.
O que quero discutir aqui é a falta de esclarecimento, o vírus não mata ninguém. O que mata são as complicações causadas pela sua proliferação.
O vírus quer se proliferar, viver bem e garantir sua estadia... Ele é um parasita que não deseja prejudicar seu hospedeiro, se o hospedeiro morre, adivinhem? Ele morre também!
Apenas quando encontra um lugar onde é bem recebido (pessoas com algum tipo de deficiência imunológica – idosos, gestantes, crianças, HIV positivos, DESNUTRIDOS), onde não existe “ninguém” para combatê-lo e assim tem disseminação indiscriminada que leva a morte.
Não é somente o vírus que temos que combater, mas sim evitar deixar que pessoas sejam bons anfitriões aos vírus. Complicações de saúde, má alimentação, vida sedentária e maus hábitos são uma porta aberta com uma placa de “Seja bem vindo” para ele. Existem casos que fogem a essa regra, pessoas debilitadas que não conseguem se proteger do vírus, assim como outras doenças. Essas merecem cuidados de proteção redobrados, mas não só CONTRA A GRIPE SUÍNA!
È uma questão de consciência, viver bem pode ajudar e muito a viver tranqüilo e despreocupado.
O governo deveria investir maciçamente em saúde, combate a fome, incentivos a pesquisas para novas vacinas...
Pensem, se este vírus chegar a uma comunidade menos favorecida, sem condições mínimas de saúde, saneamento básico e alimentação, é bem provável que pessoas morram, e estes dados não cheguem às estatísticas oficiais do órgão responsável.
E, será que já não chegou?
Não é só a gripe que mata, existem milhões de vírus, mais patogênicos e virulentos.
Usar máscaras não salva ninguém. Cuidar de nós mesmos pode ser uma medida bem mais eficaz do que apenas tapar o rosto.

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