quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Século XXI

Estamos vivenciando a o auge da evolução tecnológica, energia elétrica, internet, TV a cabo, MP10, imagem digital de alta definição.
Esses são termos que conhecemos bem, e já estamos habituados a usá-los corriqueiramente.
Não precisamos ir muito longe para ver como evoluímos em termo de tecnologia, nossos celulares tiram fotos, possuem TV, tocam músicas enviam imagens em tempo real, e acreditem até funcionam como telefone e já somos dependentes desses aparelhos que há vinte anos, não era nada, além de um sonho.
Nossas TVs transmitem uma imagem virtual quase que real.
Computadores... Máquinas importantíssimas atualmente, cada vez menores, mais rápidos e com uma memória de elefante capaz de nos fornecer a internet.
As crianças de hoje já nascem ‘clicando’, fazendo download, criando amizades virtuais e infelizmente se afastando cada vez mais do mundo real.
O mundo infantil hoje se resume a músicas em pequenos aparelhos que cabem na palma na mão, a vídeo-games com manetes que possuem infinitos botões que deslizam nas pequeninas mãos aparentemente tão indefesas, mas que demonstram uma violência exagerada com os personagens de jogos de ultima geração.
Bonecas, se não falam, não andam, não choram, não são brinquedos, isso para aquelas crianças que ainda se interessam por elas.
Os interesses infantis não são mais os mesmos. Perdemos os conceitos de comunidade e convívio social, dificilmente encontro grupos de crianças nas férias preenchendo ruas e correndo atrás de bola, ao até mesmo atrás de si mesmos. Crianças não sobem mais em arvores, não roubam a bandeira dos colegas nem quebram as janelas dos vizinhos, e isso infelizmente não deixou de acontecer porque nossas crianças estão mais comportadas, mas porque elas deixaram de interagir com a terra.
Mandamos e-mails para vizinhos, colegas de trabalho. Não chegamos mais de surpresa na casa de amigos, mandamos cartões virtuais ao invés de darmos um abraço no aniversário de alguém querido.
A evolução tecnológica nos poupa tempo em troca de uma vida cada vez mais impessoal.
Sinto falta da minha época de criança, demagogias a parte, mas não faz tanto tempo assim que passei por ela.
Acompanho o desenvolvimento das crianças de hoje e percebo o quanto elas se afastam da família para viverem sozinhas, com seus aparelhos, fios e imagens.
Isso é uma tendência mundial, que nós mesmos somos tentados a participar e não abrimos mão dela.
Hoje temos novos amigos virtuais e acabamos esquecendo os velhos amigos reais.
Onde tudo é virtual, o mundo real, conciso e palpável esta ficando para trás, as notícias do nosso bairro não chegam mais aos nossos ouvidos pelo antigo e infalível boca-a-boca, mas pelas antenas de TV ou SMS no celular.
Que Deus abençoe a tecnologia e os homens.

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